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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Garrafas de vidro viram arte

A arte de fazer arte não tem limites.
Um artista plástico norte-americano utiliza garrafas de vidro usadas e com uma criativa técnica faz lindas garrafas.

O trabalho do artista Jim Dingilian pode ser visto em galerias nos Estados Unidos. Um exemplo é o Museu de Arte e Design, em Nova York .
Dingilian cria cenas detalhadas dentro de garrafas de vidro recicladas feitas apenas com a fumaça das velas. O artista queima por dentro, e então, cuidadosamente, grava a imagem por fora, revelando figuras de árvores, carros e paisagens industriais dentro dos limites de cada garrafa.
Para criar as cenas, Dingilian recolhe garrafas de bebidas vazias de diferentes formas, tamanhos e cores. 
Para fazer os desenhos, ele utiliza uma vela e deixa a chama queimar o interior da garrafa, que fica revestida com uma camada de fuligem. As cenas são, então, gravadas usando o processo de remoção do preto da fuligem pelo branco que se revela.
As garrafas de Dingilian são como ampulhetas artísticas, que capturam um momento no tempo dentro de seus limites.
O trabalho do artista pode ser visto em galerias nos Estados Unidos. Um exemplo é o Museu de Arte e Design, em Nova York

sábado, 30 de junho de 2012

Cocô de cachorro se transforma em Wi-Fi grátis no México

Buscando novidades sustentáveis, vi no site das Garotas Nerds uma novidade bastante inusitada no México.
O provedor de internet Terra em parceria com a agência DDB implantou um incentivo adicional ao donos de animais de estimação ao descartar os dejetos de seus animaizinhos quando estiverem passeando, trata-se do "Poo Wi-Fi".
É uma máquina que libera, por alguns minutos acesso gratuito a internet cada vez que o dono de um cachorro recolher e jogar devidamente os excrementos do animal dentro dela. Atualmente, o projeto consta com 10 máquinas em diversos parques do México.

Infelizmente existem pessoas que tentam burlar o sistema jogando demais resíduos no recipiente, porém o que é de grande valia neste projeto é a ação de responsabilidade social e ambiental implantada naturalmente no ambiente urbano, mostrando benefícios em atitudes sustentáveis.

Achei fantástica a ideia desenvolvida e a possibilidade deste projeto ser adaptado com novas tecnologias ambientais, como o reaproveitamento energético proveniente da queima de excrementos humanos e animais.

Veja o vídeo do projeto no youtube:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=6dB7S5ik51A

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Carvão feito de lixo é realidade na Europa

Desde julho de 1997, já está em funcionamento, na Alemanha, uma usina que processa 140.000 toneladas de lixo por ano e produz, concomitantemente, combustível, a partir da biomassa.
Trata-se da Tecnologia de Reprocessamento de Combustível que, além da Alemanha e Itália (Veneza), já em pleno funcionamento, tem outras usinas sendo construídas também na Bélgica e na própria Alemanha, que deverão estar operando a partir de 2005.
Não tenho dúvidas em afirmar que, conforme estas usinas sejam instaladas pelo Mundo, aos poucos vamos nos livrar dos terríveis "lixões", graves focos de proliferação de doenças que chegam até a atrapalhar o turismo, por incrível que pareça. Em Israel, por exemplo, há poucos anos, um amigo de lá brincou comigo quando passávamos em frente a uma verdadeira montanha de lixo – que eles chamam de algo parecido com o "Monte da Vergonha" - fechando as janelas do carro, por causa do cheiro, e mostrando-me a bela paisagem do outro lado da estrada, tentando me despistar.
E é assim por todo o planeta, inclusive no Brasil, com algumas exceções.
Por aqui, poucos governos têm mostrado firme preocupação em realmente evoluir nesta área. Em recente declaração a Ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, afirmou que dará prioridade ao problema este ano. Mas como lixo é diretamente um problema municipal, cabe às prefeituras buscarem as soluções. E como quase todas estão sem capacidade financeira e muitas sem capacidade administrativa e gerencial, com muitos prefeitos sem possibilidades de montarem equipes eficientes, o problema só tende a se agravar.
O governo mineiro é dos poucos que tenta avançar na questão, dando prazo até 30 de julho deste ano para que centenas de prefeituras se enquadrem nas diretrizes básicas estabelecidas pelo Conselho Estadual de Política Ambiental para gerenciamento dos seus "lixões".
Bem que se poderia começar a pensar grande no Brasil e, ao invés de paliativos, partirmos logo para a implantação de tecnologias que acabem com depósitos de lixo a céu aberto e passem a gerar energia limpa, como nesse processo bem testado e em funcionamento.
Nesse conceito, lixo não é mais lixo, mas matéria-prima que será convertida em combustível "verde" após seu processamento em quatro etapas.
Primeiro o lixo é secado, por processo biológico, depois devidamente separado, recebe alguns aditivos e finalmente é prensado.
No processamento biológico de secagem, o que não pode ficar é removido e o remanescente fica quase totalmente isento de umidade. Depois o lixo é colocado em recipientes específicos. Todos os materiais inertes (pedra, vidro, areia, ferro, metais não-ferrosos e baterias) são separados para futuro reprocessamento ou reciclagem. O lixo separado e seco é, então, reduzido a pó. O pó é misturado com produtos da biomassa e com aditivos específicos, dependendo da sua utilização final. A massa combustível é prensada em paletas de tamanhos diferentes, também dependendo do uso final.
Hoje em dia, com as possibilidades inclusive de comercialização dos chamados "créditos de carbono", pode-se pensar em projetos desta espécie que juntem na negociação, por exemplo, uma empresa nacional, uma ou mais prefeituras, uma empresa internacional detentora da tecnologia e um governo estrangeiro que se interesse pelos "créditos de carbono". Os governos da Europa Ocidental, através de esforços para a implantação de tecnologias como esta, mostram que querem cumprir os prazos para se adequarem ao Protocolo de Kioto, que estabelece prazos e objetivos claros na busca de melhoria da qualidade ambiental, e devem ser procurados.
Mas com as condições favoráveis que já temos no Brasil, certamente há empresas estrangeiras prontas a estudarem propostas para aqui investirem nesta área, administrando o lixo de cidades em troca de poderem processá-lo.
Além de todas as vantagens já citadas, esta tecnologia traria outras, super-significativas, não só para Minas Gerais mas para todas as regiões do Brasil onde se planta eucalipto - e sabemos a que custo ambiental – para produção do carvão que é utilizado na mineração.
As consequências sociais, pessoais, financeiras e patrimoniais para todos os que tratam mal os ambientes estão se agravando de forma firme e acelerada. E já não se admite facilmente a irresponsabilidade social.

Fonte: Jornal Estado de Minas

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Grupo anuncia que recolheu 10 milhões de fragmentos de lixo marinho

Mais de 10 milhões de peças de lixo foram colhidas das correntes marítimas do mundo em um único dia ano passado, divulgou nesta terça-feira (13) o grupo de Conservação Oceânica.
Para Philippe Cousteau, chinelos de praia que apareceram no Ártico da Noruega simbolizam a natureza global do problema do lixo marinho.
“Nós vimos às sandálias chegando à costa destas ilhas, no extremo norte da Noruega, próximo ao Círculo Ártico, disse Costeau, conservacionista e neto do famoso oceanógrafo Jacques Cousteau.
“As pessoas não usam chinelos de praia no Ártico, pelo menos se elas são sãs”, disse ele. “Acho que o mundo está começando a perceber que este é um problema global”.

Fonte: Folha Online





sexta-feira, 19 de março de 2010

Quantia de lixo descarta na Terra

A matemática do lixo é infinita, nunca acaba, e a cada segundo, milésimo de segundo esta soma aumenta. Veja abaixo alguns números de descarte de lixo no mundo:

1 segundo - 1.000 toneladas (mil toneladas)
1 minuto - 60.000 toneladas (sessenta mil toneladas)
1 hora - 3.600.000 toneladas (três milhões e seiscentas mil toneladas)
1 dia - 86.400.000 toneladas (oitenta e seis milhões e quatrocentas mil toneladas)
1 mês - 2.592.000.000 toneladas (dois bilhões e quinhentos e noventa e dois milhões de toneladas)
1 ano - 31.104.000.000 toneladas (trinta e um bilhões e cento e quatro milhões de toneladas) 

O problema é que este lixo na grande maioria das vezes não é descartado no local adequado.
Reveja seu conceito.
Recicle!

Alguns dados do lixo nos EUA

São descartados nos EUA:

  • 106 mil latas de alumínio em 30 segundos
  • 1 milhão de copos descartáveis jogados a cada 6 horas em vôos comerciais
  • 60 mil sacolas plásticas a cada 5 segundos
  • 2 milhões de garrafas pet a cada 5 minutos
  • 426 mil celulares saem de circulação por dia
A degradação ambiental é resultado do efeito cumulativo das ações de cada um de nós...
Por isso, a solução tambem está em cada um de nós.
Colabore com o planeta!

quinta-feira, 11 de março de 2010

No Japão, colocar lixo na rua requer instruções

Enquanto no Brasil ainda são poucos os que pensam duas vezes antes de colocar uma garrafa PET no lixo, no Japão, reciclar é obrigatório --e complicado. Lá, cada prefeitura decide quantas categorias de lixo terá, e são ao menos cinco: de materiais incineráveis, não-incineráveis, garrafas PET, latas de metal e alumínio e vidros.
Na cidade de Yokohama, por exemplo, há dez tipos. Para livrar-se de uma garrafa PET é preciso lavar o interior, amassar e colocar em um saco plástico semitransparente, antes de deixar para a coleta. Rótulo e tampinha vão em um segundo saco, destinado a peças plásticas pequenas.
Parece complicado? Livrar-se de uma prateleira é muito pior. Se ela for de madeira e medir menos de 50 centímetros, entra na categoria de incineráveis. Se for maior, deve-se pedir à prefeitura que venha retirá-la. Se o lado mais comprido tiver até um metro, a taxa será de 1.000 ienes (aproximadamente R$ 16). Se for maior, de 1.500 ienes (cerca de R$ 24).
Sim, grande parte das cidades realmente têm manuais de instruções para os novatos, e os estrangeiros são os que mais sofrem. Em Komaki, onde há 11 categorias de lixo --algumas recolhidas só uma vez a cada duas semanas--, o transtorno fica evidente pelo número de idiomas que há no DVD com as explicações sobre cada lixo. São cinco: português, espanhol, inglês e chinês, além de japonês.
"É uma neurose. Eu morava em Hiroshima e, lá, são oito tipos de lixo. Só que alguns são recolhidos a cada duas semanas e, uma vez, não deu para guardar o lixo por uma semana. Eu coloquei na data errada, e os lixeiros não levaram. Todos os vizinhos sabiam que era o meu lixo que tinha ficado lá. Mudei agora para Kawasaki, onde há apenas três tipos de lixo. Estou no paraíso", conta o professor de inglês, Edelson Barbieri Finozzi, 41.
"Eu acho que separar o lixo é só uma questão de hábito. O problema é quando não estou em casa em dias de coleta de lixo incinerável, que contém restos de comida. Se perco o dia, fico com o lixo guardado dentro de casa por uma semana. Por isso, sempre penso na escala da coleta de lixo antes de marcar uma viagem", conta a engenheira de alimentos Fernanda Ushikubo, 27, que estuda no Japão.

Cultura da reciclagem
Para a engenheira ambiental Ana Paula Gomes Ferreira, 33, que vive em Okinawa há três anos e elabora uma tese de mestrado sobre utilização de energias renováveis, o sistema de coleta de lixo do Japão funciona por causa da "cultura de reciclagem" que foi criada durante anos. "Os japoneses aprendem a separar o lixo desde pequenos."
Ela afirma que a reciclagem minuciosa é necessária porque, no Japão, "falta espaço para tudo". Com o detalhamento dos materiais recicláveis, o Japão, que importa quase toda sua matéria-prima, pode reutilizá-la em vez de importá-la novamente, em sua totalidade. Outra vantagem é a potencialização da incineração. "Com a incineração, o volume de lixo gerado diminui, e os poucos aterros sanitários existentes duram muito mais."
Segundo um relatório divulgado pelo Ministério do Meio-Ambiente do Japão, em 2005, cerca de 80% das 53 milhões de toneladas de lixo doméstico geradas foram incineradas.
Para os preguiçosos, o Japão aponta uma saída: pagar. "Uma amiga mora em um prédio onde a maioria decidiu não separar o lixo. Desta forma, cada condômino paga 2.000 ienes [uns R$ 32] por mês para uma empresa que faz a separação", conta Ferreira.