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sábado, 8 de setembro de 2012

Madeira Plástica durável e ambientalmente correta

Você já ouvi falar em madeira plástica? Isso mesmo, madeira feita de plástico é uma excelente opção para ter um material de qualidade, durável e ecológico.
Atualmente a unica desvantagem encontrada é o custo alto do material, fato comum em novas tecnologias ambientais.
A madeira plástica trata-se de um processo de trituração, adição de resina e outros materiais como fibras vegetais, secagem e outros detalhes para formar a madeira plástica..Este material é utilizada para os mais diversos fins, como construção de decks, carrocerias de caminhões, móveis, bancos de praça, entre outros, com a vantagem de não dar cupim ou broca, sem lascas e ser resistente ao tempo. 
A semelhança entre a madeira convencional e a feita de plástico é grande.

Uma árvore é preservada a cada 700kg de madeira plástica retira cerca de 180 mil sacolas plásticas da natureza.

Existem várias empresas nacionais que produzem este material como a Allpex, Ecowood Rio, Madeplast, Ecoblock. Mas o mais interessante é ver que uma Ong de Guaratinguetá que trabalha com dependentes químicos tem como atividade a confecção da madeira plástica e comercialização do material para acarrear fundos para o projeto, maiores informações em http://www.fazenda.org.br
Fica a dica! 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Resíduos industriais


Você sabia ...? 
A produção de resíduos industriais no mundo hoje é em torno de dezenas de milhões de toneladas por ano.
Qual é a definição de RESÍDUOS INDUSTRIAIS?
Conforme as normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), RESÍDUOS SÓLIDOS são materiais em estado sólido ou semi-sólido, que resultam de atividade industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição.
RESÍDUOS PERIGOSOS são lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, bem como determinados líquidos cujas características tornem inviável seu lançamento na rede pública de esgotos ou rios e lagos ou exijam tratamento através de soluções técnicas inviáveis e/ou de custo muito elevado.
Como os RESÍDUOS são classificados?
Conforme sua periculosidade, que, em função de suas propriedades físicas, químicas ou infecto-contagiosas, podem apresentar riscos à saúde pública ou ao meio ambiente.
As classes de Resíduos são:       PERIGOSOS
                                                           NÃO-INERTES
                                                           INERTES

Os resíduos perigosos são aqueles com características de inflamabilidade, Corrosividade, Reatividade, Toxidade ou Patogenicidade.
Os resíduos Não-Inertes são aqueles com características de Combustão, Biodegradabilidade ou Solubilidade em água.
Os resíduos Inertes são aqueles que não são decompostos prontamente.
Exemplos: as rochas, tijolos, vidros, certos plásticos e borrachas.   

terça-feira, 1 de junho de 2010

Lixo gera riqueza

Ruas alagadas, bueiros entupidos, caos na cidade: cenário comum para os paulistas sempre que fortes chuvas chegam ao Estado. Em dias de sol também é fácil observar lixo nas calçadas, objetos jogados pelas ruas e pessoas que insistem em desrespeitar uma regra muito simples - "lugar de lixo é na lixeira".
A solução para este problema social, no entanto, já é conhecida por todos: conscientização e investimento.
O lixo mal destinado e acumulado no meio ambiente causa a poluição do solo e da água e provoca doenças em inúmeras pessoas em todo o mundo, especialmente em regiões mais carentes. É importante separar o lixo, armazená-lo e dar a ele o destino correto, para evitar prejuízos à natureza e à saúde pública".
O cuidado com o acondicionamento do lixo, com atitudes simples. Se você sabe, por exemplo, que o caminhão não recolhe o lixo no domingo, não adianta deixá-lo na calçada ou então mal acondicionado em uma lixeira. No caso dos condomínios, a preocupação com a capacidade (litragem) de cada coletor é ainda mais evidente, pois esta deve ser calculada de acordo com o número de moradores e média de produção de resíduos de cada um.
Separar o lixo de forma correta também ganha destaque neste contexto. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, cerca de 40% do lixo urbano no Brasil pode ser reciclável e menos de 10% das cidades brasileiras possuem coleta seletiva. Reciclar é uma atitude consciente e necessária. Quando destinamos papel, plástico, metal, vidro aos locais adequados, facilitamos o processo de reciclagem e colaboramos para tornar o nosso planeta mais sustentável.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sacolas problema ou solução? Opte pelas retornáveis

Nos dias de hoje é comum, quase unânime que as pessoas achem a vida que temos hoje ser muito melhor que a do passado. Eu, por muito tempo pensava o mesmo, imaginava como seria a vida sem telefone, celular, televisão, computador, internet, carro, avião, enfim, inúmeras descobertas que mudaram a forma de viver, ganhamos tempo, conquistamos o espaço, aumentou nossa expectativa de vida e lidamos melhor com a distância. Porém, a cada dia vejo que estava enganada; primeiro o relacionamento pessoal era mais aberto, receptivo, sincero; as famílias eram mais unidas, o respeito ao próximo mais exigido e o principal para mim: a relação com o meio ambiente era natural e respeitosa com os seus ciclos.
Nossos país e avós antigamente ao ir ao supermercado, feira, mercado traziam os produtos comprados em carrinhos, sacolas de pano, sacos de papel. Esta era a alternativa que havia para as pessoas na época poder carregar suas compras. Com o avanço tecnológico, o incentivo ao consumo e a busca pela “facilidade” entrou no mercado as sacolas plásticas – aquelas que deveriam ser a solução se transformaram em problema.
Só para termos uma idéia do problema que temos, menos de 1% de todas as sacolas plásticas são recicladas no mundo, as demais são jogadas em lixões, aterros sanitários, rios, lagos, oceanos e sabe se mais aonde. Em média o tempo de decomposição destas sacolas é de 100 a 400 anos e elas jogadas no local errado trazem sujeira, poluição e morte. As sacolas são “arrastadas” para inúmeros lugares e em sua maioria vão para os mares e oceanos, existe registro de sacos plásticos em todos os oceanos em todas as partes do mundo. Eles se degradam com o passar do tempo se decompõe em petro-polímeros menores e mais tóxicos, tendo como consequência à contaminação dos solos e vias pluviais, além de fazer parte da cadeia alimentar de varias espécies, chegando a mais de 200 espécies da fauna marinha que morre devido à ingestão desta “iguaria”.
Mas o que podemos fazer para mudar isso? Algumas redes de supermercados em nosso país têm incentivado o não consumo destas sacolas, oferecendo descontos para aqueles clientes que optam em não as utilizar ou a cobrança do uso das sacolinhas. Mas isto não basta, a mudança tem que vir de nós. Levar nossa própria sacola às compras é um hábito saudável, que podemos adotar com uma pequena mudança na nossa rotina. Reduza. Reutilize. Recicle!!
O uso de sacolas plásticas retornáveis evita desperdício de plástico e o descarte de um lixo que leva até 400 anos para se decompor na natureza. Para termos idéia da economia, se usarmos sacolas retornáveis, chegamos a economizar 6 saquinhos plásticos em uma semana, 24 no mês, 288 por ano e a mais de 22 mil no decorrer da vida. Só a China economiza por ano cerca de 37 milhões de barris de petróleo com a proibição do uso das sacolas. Além da China, temos Bangladesh, Canadá, Irlanda, Ruanda, Quênia, Israel, Canadá, Índia, Tanzânia, África do Sul entre outros.
Ao adquirir esta idéia, você está se propondo a reduzir seu impacto no meio ambiente e colaborando com a preservação do planeta. Não pense que sua ajuda é pequena, é na junção de atitudes como esta entre milhares de pessoas que fazemos a diferença.

Aumenta a geração de lixo dos brasileiros

O povo brasileiro se iguala aos europeus na quantidade de lixo gerado. Este aumento possivelmente ocorreu devido a melhora do poder de compra dos brasileiros, e isto faz com que a população do País produza cada vez mais lixo inorgânico, porém a implantação de programas de coleta seletiva e os níveis de reciclagem não crescem na mesma medida.
Os dados fazem parte do estudo Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2009, com dados obtidos pelo jornal Estado de São Paulo. A média de geração de lixo no Brasil hoje é de 1,152 quilo por habitante ao dia, padrão próximo aos dos países da União Europeia (UE), cuja média é de 1,2 kg ao dia por habitante. Nas grandes capitais, esse volume cresce ainda mais: Brasília é a campeã, com 1,698 kg de resíduos coletados por dia, seguida do Rio, com 1,617 kg/dia, e São Paulo, com 1,259 kg/dia. Além disso, o volume de lixo cresceu 7,7% em 2009 - foram 182 mil toneladas/dia produzidas ante 169 mil toneladas/dia no ano anterior.
O estudo, anual, abrange 364 municípios e foi realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), entidade que reúne as empresas de coleta e destinação de resíduos. "Alcançamos um padrão europeu de geração de resíduos e estamos nos aproximando dos americanos (2,8 kg por habitante/dia). Infelizmente, isso está acontecendo sem alcançarmos o mesmo grau de desenvolvimento desses países", afirma Carlos Roberto da Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe.
De acordo com o levantamento, 56,8% desse lixo vai para aterros sanitários, 23,9% vai para aterros controlados (que não possuem tratamento de chorume) e 19,3% termina em lixões. Os aterros das grandes cidades, no entanto, caminham para a saturação.

sábado, 1 de maio de 2010

Coleta Seletiva - E eu com isso?

Humm.... Nada! O Brasil tem 5.562 municípios. Apenas 405 deles garantem ofertar a tal da Coleta Seletiva. Não cobre 8% do país. E pior: é raro o município cuja cobertura chega a 100%. Mas esse não é o ponto mais importante dessa conversa. O fato de você não ter nada a ver com coleta seletiva não é porque ela é ainda incipiente no País. Eu digo pra você que isso nem chega a ser um problema.
O problema é que nós cidadãos devemos ter uma preocupação primeira, chamada S-E-P-A-R-A-Ç-Ã-O Seletiva.
Coleta Seletiva é um problema da Prefeitura da sua cidade. E você votou em alguém para se preocupar com isso no seu lugar. Nas cidades onde existe a Coleta Seletiva – cuja implantação é uma obrigação constitucional do município – os índices de coleta são muito, mas muito baixos. Em 98% dos municípios não chega a 5% do lixo gerado.
Por quê? Elementar, meu caro blogonauta: se nós não falarmos em separação seletiva, quando passaremos a praticá-la? Agora, se você já separa o lixo, parabéns por seus instintos de coletividade, mas, no momento, deixe-os de lado e racionalize comigo: se eu não separar meus resíduos, como o município poderá coletá-lo?
Certa vez, ouvi de uma pessoa: - Eu separava o lixo. Mas aí, antes do caminhão da prefeitura retirá-lo, passava um catador, rasgava todo o saco a procura de coisas de valor ($$$) e largava tudo lá, na rua, na maior sujeira. A outra me disse: - Separar pra quê? Ninguém coleta. E ainda ouvi essa: - Ah! Isso dá um trabalho, eu não tenho tempo!
Não ter tempo é uma boa desculpa para quem ainda acha que não tem relação nenhuma com seus semelhantes e nem com o meio em que vive. Triste... Mas, para a primeira e para a segunda colega, dei o seguinte conselho: - Faça o seguinte: Sua parte é separar. Então separe, armazene e vasculhe a cidade em busca de um lugar em que reaproveitam esse resíduo e passe a levá-lo lá. Converse com suas vizinhas e estabeleça um rodízio para não ter que ir toda semana. Depois, você fala para o Prefeito de sua cidade o que você e suas vizinhas andam fazendo a esse respeito.
É certo que você vai ter um pouco mais de trabalho, até porque, como disse, se separação é problema seu, coleta é problema do Prefeito. Mas, o resultado disso é, no mínimo, interessante: ou Prefeito vai se movimentar para ofertar melhor (ou implantar) a coleta seletiva; ou você, certamente, vai se lembrar dele na próxima eleição!
A gente exerce a cidadania com deveres. E separar os resíduos é, sem dúvida, um deles. Então, pessoal, o que nós temos a ver com coleta seletiva? Nada. E o que temos a ver com Separação Seletiva? Tudo!

sábado, 24 de abril de 2010

Justiça manda prefeitura universalizar coleta seletiva de lixo na cidade de São Paulo

A prefeitura de São Paulo tem o prazo de um ano para universalizar a coleta seletiva de lixo no município, segundo determinação do juiz Luiz Fernando de Barros Vidal, da 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital. A decisão é resultado de uma ação movida pela Defensoria Pública motivada pelas organizações da sociedade civil.
Entre as entidades está o Instituto Gea, uma organização da sociedade civil de interesse público. Segundo a coordenadora de projetos do instituto, Araci Musolino, o envolvimento do Poder Público é fundamental para a implementação de um programa de reciclagem de lixo na cidade. “ O programa de reciclagem não vai conseguir se universalizar se não fizer parte de uma política pública”, defendeu.
Segundo a prefeitura, a capital paulista coletou, por meio do programa de coleta seletiva, cerca de 103 toneladas por dia em 2009, 7% do resíduos passíveis de reciclagem. A quantidade é considerada pequena por Araci Musolino, que citou a cidade de Londrina (PR), onde são aproveitados 25% dos materiais que podem ser reciclados.
O sucesso do projeto da cidade paraense está, segundo ela, na gestão descentralizada, integrada e em parceria com as cooperativas de catadores. “A questão toda é o modelo que foi implantado. As cooperativas assumem as regiões da cidade. E a prefeitura dá a infraestrutura para fazer a conscientização da comunidade”.
Musolino ressalta que devido as particularidades da capital paulista, não se pode simplesmente copiar um modelo adotado em outro lugar, mas é possível aproveitar as ideias e as diretrizes para construir um programa amplo e específico o município de São Paulo.

Fonte: Daniel Mello/ Agência Brasil

domingo, 11 de abril de 2010

Reciclagem óleo de cozinha

O óleo de cozinha após ser usado normalmente é jogado em pias, ralos e até mesmo no solo. Quando ele é descartado de forma inadequada temos como conseqüências:
- Entupimento da tubulação das casas;
- Entupimento das galerias de esgoto, causando retorno para as casas, mau cheiro e enchentes;
- Sobrecarrega as estações de esgoto, fazendo necessário o uso de mais produtos e mais energia para limpar a água. Quem paga a conta? Você!
- Polui rios e lagos, podendo causar sua morte!
- Polui o solo, podendo causar sua morte! Proliferação de vetores de doenças como moscas, ratos e baratas.
- Provoca a emissão de metano, um dos principais gases que causam o Aquecimento Global no planeta.
 
Com o óleo de cozinha pós uso podemos encaminhar para a reciclagem, onde ele é utilizado na fabricação de tintas, vernizes, ração animal e biodiesel.

O Vale do Paraíba conta com o Projeto Óleo da Solidariedade um projeto da Ong Instituto Eco-Solidário, onde são coletados e encaminhados para a reciclagem o óleo de cozinha pós uso.
Veja alguns pontos de coleta:
Jacareí: Paróquia Nossa Senhora da Santíssima Trindade - Centro Santuário do Carmo – Centro
São José dos Campos: UNIVAP - Centro - E. Prof. Arlindo Caetano Filho Mercadinho Piratininga  - Centro
PEV Jardim Interlagos
ACM – Jardim Satélite
CECOI – Bosque dos Eucaliptos 

Informação de mais pontos de coleta, acesse o site: http://www.oleodasolidariedade.org.br/

Outra solução para o óleo de cozinha pós consumo, e fazer sabão. Veja abaixo como é simples fazer:
Ingredientes:

4 litros de óleo de cozinha pós uso (peneirado)
500 g de soda cáustica (cuidado ao manipulá-la
1 litro de água
1 copo americano de sabão em pó

Preparo:
Misture tos os ingredientes em um balde
Mexa entre 40 a 60 minutos sem parar

Finalização:
Coloque o produto final em formas retangulares
Após 12 horas cortar
Após 2 dias desenformar



sábado, 10 de abril de 2010

Nova camisa da seleção brasileira é colada e feita de material reciclado


O novo material e a nova técnica de costura proporcionarão uma redução de 15% no peso total da camisa da seleção brasileira em relação à versão anterior.
A CBF apresentou hoje em Londres, onde a Seleção Brasileira enfrenta a Irlanda na próxima terça-feira, a nova camisa amarela com a qual o Brasil vai disputar a Copa do Mundo na África do Sul.
A grande novidade do lançamento é que a camisa é feita com plástico reciclado de garrafas PET. Cada camisa utiliza material equivalente a oito garrafas descartadas.
Além disso, nas costuras da nova camisa da seleção, a fabricante usou cola no lugar da linha que normalmente é utilizada.
Técnica semelhante vem sendo usada nos macacões dos pilotos de Fórmula 1 para redução do peso total do conjunto formado por carro e piloto que é controlado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
O novo material e a nova técnica de costura proporcionarão uma redução de 15% no peso total da camisa da seleção brasileira em relação à versão anterior.
Outra novidade são orifícios feitos a laser na parte lateral da camisa para proporcionar maior refrigeração aos atletas.
Andrada diz que, para a tradicional camisa amarela, "a CBF fez questão de manter o design clássico com um visual simples, sem muitos detalhes para não descaracterizar a camisa consagrada mundialmente".
A camisa tem gola careca verde de onde saem duas listras verdes por cima dos ombros.
Na frente, permanecem as cinco estrelas acima do escudo, simbolizando as cinco Copas do Mundo conquistadas pela Seleção, o logo da fabricante e o número de cada jogador.
 
Fonte: BBC

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Reciclagem do Vidro


O vidro é composto basicamente de areia, barrilha, calcário e feldspato, é 100% reciclável, não ocorrendo perda do material durante o processo de fusão. Para cada tonelada de caco limpo, obtém - se uma tonelada de vidro novo.

Além disso, cerca de 1,2 tonelada de matéria prima deixa de ser consumida. Nos sistemas de reciclagem mais completos, o vidro bruto estocado em tambores é submetido a um eletroímã para separação dos metais contaminantes. O material é lavado em tanque com água, que após o processo precisa ser tratada

e recuperada para evitar desperdício e contaminação de cursos d'água. Depois, o material passa por uma esteira ou mesa destinada à catação de impurezas, como restos de metais, pedras, plásticos e vidros indesejáveis que não tenham sido retidos. Um triturador transforma as embalagens em cacos de tamanho homogêneo que são encaminhados para uma peneira vibratória. Outra esteira leva o material para um segundo eletroímã, que separa metais ainda existentes nos cacos.

O vidro é armazenado em silo ou tambores para abastecimento da vidraria, que usa o material na composição de novas embalagens. A inclusão de cacos de vidro no processo normal de fabricação reduz o gasto com energia e água.

Para cada 10% de caco de vidro na mistura economiza-se 4% de energia necessário a fusão do forno industrial e redução de 9,5%no consumo de água.

Reciclagem do Metal


Depois de separados do lixo por processo manual ou através de separadores eletromagnéticos, os metais precisam passar por processo de limpeza em peneiras para a retirada de terra e de outros contaminantes. Em seguida, são cortados ou prensados para facilitar o transporte em caminhões até as indústrias recicladoras.

Ao chegar na usina de fundição, a sucata vai para fornos elétricos ou a oxigênio, aquecidos a 1550 graus centígrados. Após atingir o ponto de fusão e chegar ao estado de líquido fumegante, o material é moldado em tarugos e placas metálicas, que serão cortados na forma de chapas de aço. A sucata demora somente um dia para ser reprocessada e transformada novamente em lâminas de aço usadas por vários setores industriais - das montadoras de automóveis às fábricas de latinhas em conserva.

O material pode ser reciclado infinitas vezes, sem causar grandes perdas ou prejudicar a qualidade. Aciarias de porte médio equipadas com fornos elétricos processam a sucata por custo inferior ao das siderúrgicas convencionais.

Reciclagem do Plástico

Depois de separado, enfardado e estocado, o plástico é moído por um moinho de facas e lavado para voltar ao processamento industrial. Após secagem, o material é transferido para o aglutinador, que tem a forma de um cilindro, contendo hélices que giram em alta rotação e aquecem o material por fricção, transformando-o numa pasta plástica. Em seguida, é aplicada água em pequena quantidade para provocar resfriamento repentino, que faz as moléculas dos polímeros se contraírem, aumentando sua densidade. Assim, o plástico adquire a forma de grânulos e entra na extrusora, máquina que funde e dá aspecto homogêneo ao material, que é transformado em tiras (spaghetti).

Na última etapa, as tiras do material derretido passam por um banho de resfriamento, que as solidificam. Depois, são picotadas em grãos chamados "pellets", vendidos para fábricas de artefatos plásticos, que podem misturar o material reciclado com resina virgem para produzir novas embalagens, peças e utensílios.

É possível usar 100% de material reciclado.

Reciclagem do Papel


O papel é separado do lixo e vendido para sucateiros que enviam o material para depósitos. Ali, o papel é enfardado em prensas e depois encaminhado aos aparistas, que classificam as aparas e revendem para as fábricas de papel como matéria-prima. Ao chegar à fábrica, o papel entra em uma espécie de grande liquidificador, chamado "Hidrapulper", que tem a forma de um tanque cilíndrico e um rotor giratório ao fundo. O equipamento desagrega o papel, misturado com água, formando uma pasta de celulose. Uma peneira abaixo do rotor deixa passar impurezas, como fibras, pedaços de papel não desagregado, arames e plástico. Uma tonelada de aparas pode evitar o corte de 10 a 12 árvores provenientes de plantações comerciais reflorestadas.

A fabricação de papel com uso de aparas gastam 10 a 50 vezes menos água que no processo tradicional que usa a celulose virgem, além de reduzir o consumo de energia pela metade.

Reciclagem da Madeira

As extrações de madeiras que são encaminhadas as serralherias e posteriormente as industrias, sofrem processo de industrialização transformando-as em produtos de uso diversos.

Após o uso, estes materiais são descartados como restos de madeira, principalmente, materiais utilizados pelas industrias.

A reutilização da madeira, consiste no processo de separação e trituração dos materiais, retirando impurezas e metais como fitas metálicas, pregos etc.

Após o processo de trituração, são enviados para reutilização na fabricação de placas aglomeradas para confecção de móveis e caixas de embalagens, como combustível para aquecimento de fornos e caldeiras, e também para industrias de celulose na fabricação do papeis.

terça-feira, 6 de abril de 2010

PNUD amplia centros de reciclagem no país

O setor de projetos do Protocolo de Montreal, impulsionado pelo PNUD, vai instalar no Brasil mais 114 unidades de reciclagem de gases prejudiciais à camada de ozônio, ou com potencial de aquecimento global, em empresas que fabricam geladeiras e equipamentos de ar condicionado que utilizam gases nocivos como o CFC e o HCFC em seu funcionamento.
O assessor técnico do Protocolo de Montreal no PNUD, Anderson Moreira do Vale Alves, explica que as unidades de reciclagem são centros de regeneração que recebem os gases contaminados e os tratam para que eles possam voltar ao mercado. Elas são capazes de reciclar o CFC-12 (nocivo à camada de ozônio e usado em refrigeradores domésticos e comerciais de pequeno porte), e os gases estufa HCFC-22 (usado em aparelhos de ar condicionado) e HFC-134a (usado em refrigeradores domésticos).
“Esse equipamento permite a filtragem do fluído, separando o material nocivo e purificando o gás, que volta a ser limpo. Isso possibilita seu uso com segurança e o mesmo desempenho. Os gases reciclados continuam com potencial de destruição do ozônio ou de aquecimento global, mas terão um círculo de vida maior em uma estratégia de contenção, para evitar que os gases sejam liberados na atmosfera”, explica Alves.
O foco dos centros de regeneração de gases são os equipamentos de refrigeração mais antigos, que contém CFC. Mas Alves explica que, mesmo os mais modernos, contêm gases nocivos ao meio ambiente, como o estufa HCFC. Por isso, as unidades foram pensadas para ter uma vida útil de 40 anos, e reciclam outros gases além do CFC.
“Todos os gases de refrigeração hoje são estufa ou agridem a camada de ozônio. Só os equipamentos com hidrocarbonetos são inofensivos, mas aparelhos assim ainda são poucos. Reciclar os gases sai mais barato que comprar um gás novo. Queremos dar viabilidade econômica ao processo de eliminação do consumo de gases nocivos”, acrescenta.
Distribuição – As 114 novas unidades de reciclagem serão distribuídas em 96 municípios de cinco estados, de acordo com o consumo de gás em cada cidade – regiões industriais, por exemplo, têm uma maior demanda por reciclagem – e a distância que possuem dos centros de regeneração já existentes.
Alves diz que um dos critérios é estar a mais de 70 quilômetros de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Fortaleza ou Joinville, cidades que já contêm os equipamentos.
Ainda de acordo com o assessor técnico, a demanda por reciclagem vem crescendo. “Antes não havia conhecimento sobre reciclagem ou a necessidade de reciclar, pois não eram conhecidos os efeitos nocivos desses gases. Mas depois que houve identificação dos danos causados ao meio ambiente e a Resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) nº 267, de 2000, que determinou que todo gás deve ser recolhido e tratado durante a utilização, surgiu essa necessidade.”
As empresas do setor de refrigeração que se interessarem em receber e operar uma unidade de reciclagem têm até 5 de abril para manifestar interesse, enviando sua candidatura à Unidade de Projetos do Protocolo de Montreal. Todas as postulantes deverão atender aos critérios de elegibilidade estabelecidos pela Portaria nº 462 do Ministério do Meio Ambiente, de 23 de dezembro de 2009.
Alves acrescenta que os equipamentos serão direcionados por ordem de chegada, conforme as empresas forem se candidatando. Essa é a última etapa na expansão da reciclagem de gases, e não serão distribuídos novos equipamentos. No site do Protocolo de Montreal está disponível a relação completa de cidades que receberão unidades de reciclagem, a quantidade de máquinas e empresas por município e também os critérios de candidatura para as companhias.

Fonte: Bruna Buzzo/ PrimaPagina/PNUD



domingo, 21 de março de 2010

Bitucas de cigarro podem ser recicladas, alerta campanha lançada em Curitiba (PR)

Uma campanha lançada em Curitiba, no Paraná, está chamando a atenção para a necessidade de um plano de gerenciamento de resíduos produzidos pelos consumidores de cigarros. Em outubro de 2009, oito empresas foram notificadas pelo Ministério Público do Paraná.
Com o título "Bituca no chão, apague esta ideia", uma das empresas notificadas está promovendo ações de educação ambiental com foco em seus consumidores. Os fumantes estão sendo alertados sobre os problemas decorrentes do descarte do resíduo em local inapropriado.
Somente em Curitiba são produzidas dezenas de toneladas de rejeitos de cigarros todos os anos. Este material, quando separado, pode ser transformado em papel e tecido, deixando de sobrecarregar os aterros sanitários.
"Trata-se de resíduo contaminado e, como tal, os fabricantes têm responsabilidade sobre sua correta destinação. As empresas estão apresentando os planos de gerenciamento, que serão analisados pelo Ministério Público, e haverá acompanhamento para saber da sua efetiva implementação", explicou o coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, Saint-Clair Honorato Santos.

Fonte: Ambiente Brasil

quinta-feira, 11 de março de 2010

Política de resíduos sólidos reduziu volume de lixo em aterros sanitários do Paraná

Reduzir em 30% as 20 mil toneladas de lixo geradas diariamente no Paraná tem sido a principal meta da política de resíduos sólidos implantada pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema) e suas autarquias – Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Instituto Paranaense das Águas/ Suderhsa.
Por meio do Programa Desperdício Zero, todos os grandes geradores e fabricantes de resíduos (como pilhas, baterias, pneus, vidros, entre outros) foram reunidos em fóruns setoriais e passaram a discutir formas de reciclagem, reaproveitamento e recolhimento dos produtos que disponibilizam no mercado.
“Algumas iniciativas encampadas pelo Paraná para reduzir o volume de lixo destinado aos aterros sanitários, aumentando sua vida útil, são pioneiras no Brasil”, declara o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues.
O Paraná foi o primeiro estado brasileiro a polemizar a discussão sobre os danos da sacola plástica e estimular o uso de sacolas retornáveis nas principais redes de supermercados. O Governo do Paraná também é o único que promove a coleta e a reciclagem do óleo de cozinha - garantindo o recolhimento de 10 mil litros de óleo mensalmente, em mais de mil pontos de recolhimento.
E como grande produtor agrícola, o Paraná trabalhou para alcançar a primeira colocação nacional, proporcionalmente, em número de embalagens de agrotóxicos recolhidas, sendo que há sete anos encontrava-se na 9ª posição. “Hoje, somos o estado pioneiro em recolhimento de embalagens de agrotóxicos, e os agricultores as entregam somente após a tríplice lavagem do produto, evitando qualquer tipo de contaminação”, explica o presidente da Suderhsa, João Samek. A Suderhsa é responsável pela campanha e também pela orientação técnica em projetos para construção de aterros sanitários, por meio da diretoria de saneamento ambiental.
Mais ações – O Programa Desperdício Zero conta hoje com mais de uma centena de instituições parceiras que constituem os Fóruns Setoriais dos fabricantes de pneus, lâmpadas, pilhas, baterias, vidro, embalagens de agrotóxicos, entre outros. Os fóruns estabelecem propostas e ações para os diferentes resíduos gerados nos municípios paranaenses. “Por meio dos fóruns colocamos frente a frente os grandes geradores e os recicladores. Ou seja, muitas vezes o que é lixo para um, pode ser resíduo para outro”, diz o secretário Rasca Rodrigues.
Uma das instituições parceiras é o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Derivados de Petróleo e Lojas de Conveniência do Paraná (Sindicombustíveis-PR) que, juntamente com a Sema e o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), lançou o Programa Jogue Limpo para recolhimento de embalagens de óleo lubrificante. O programa coleta mensalmente quase 11 toneladas de embalagens em mais de 156 municípios paranaenses, nas regiões Norte, Oeste e Curitiba e RMC.
A meta é abranger todo o Estado, de acordo com o presidente do Sindicombustíveis-PR, Roberto Fregonese. “Assim, no Paraná as embalagens deixarão de ser um fator de risco para o meio ambiente e passarão a ser material para confecção de diversos produtos. Com esta cadeia produtiva sustentável estamos fazendo a nossa parte”, enfatizou.
O Programa Desperdício Zero também é responsável pelo Programa ‘Recicla ação’, desenvolvido em parceria com a empresa Tetra Pak; pelo Manual da Cozinha Alternativa para o reaproveitamento de alimentos; pelo lançamento da primeira campanha de recolhimento de vidro - em parceria com a Associação Brasileira de Vidros (ABIVIDRO); e também pelo monitoramento e destinação das garrafas “long neck”.
O Programa promoveu mais de 700 oficinas, formando multiplicadores para a montagem do aquecedor solar feito de garrafas pet e caixas de leite longa vida. O aquecedor ecológico resulta em economia de energia e ainda retira resíduos do meio ambiente.
Laerty Dudas, coordenador do Programa Desperdício Zero, considera que grande parte do problema da degradação ambiental é ocasionada pelo tratamento e disposição inadequados de resíduos.
Para ele, o avanço da indústria pós-consumo pode auxiliar na resolução de alguns passivos ambientais, como as embalagens tipo longa-vida. “O que a gente tem de entender é que a indústria pós-consumo depende da indústria de vibra virgem, pois uma alimenta a outra. Agora, a pós-consumo pode ajudar a resolver alguns passivos ambientais, como as embalagens de longa-vida, que estão entre os piores resíduos não reciclados”, avaliou o coordenador.
Ao todo, mais de 200 mil pessoas já foram capacitadas pelo programa Desperdício Zero para atuarem como agentes multiplicadores no processo de implantação da coleta seletiva municipal. O programa produziu diferentes publicações direcionadas aos municípios e empresas – entre elas a ‘Versão Verde’, material de 532 páginas, contendo informações sobre os diferentes tipos de resíduos, riscos à saúde, forma de coleta, processo e produtos resultantes da reciclagem.
Outra importante ação da Secretaria do Meio Ambiente é das oficinas de reciclagem de banners, transformados em bolsas e outros acessórios. A Secretaria recebe doações e oferece as oficinas nos municípios, que já garantiram a reutilização de mais de cinco mil metros quadrados de banners, transformados em sacolas e outros materiais.
Exemplo – Todas as instituições da administração pública estadual substituíram o tradicional papel branco usado em cartões, recibos, papéis timbrados, publicações, processos e embalagens, por exemplo, pelo produto reciclado. O decreto regulamentando a Lei 15.696, que dispõe sobre a utilização de materiais de expediente confeccionados em papel reciclado, foi sancionado em novembro do ano passado pelo governador Roberto Requião.
 
Fonte: Agência de notícias do Estado do Paraná

No Japão, colocar lixo na rua requer instruções

Enquanto no Brasil ainda são poucos os que pensam duas vezes antes de colocar uma garrafa PET no lixo, no Japão, reciclar é obrigatório --e complicado. Lá, cada prefeitura decide quantas categorias de lixo terá, e são ao menos cinco: de materiais incineráveis, não-incineráveis, garrafas PET, latas de metal e alumínio e vidros.
Na cidade de Yokohama, por exemplo, há dez tipos. Para livrar-se de uma garrafa PET é preciso lavar o interior, amassar e colocar em um saco plástico semitransparente, antes de deixar para a coleta. Rótulo e tampinha vão em um segundo saco, destinado a peças plásticas pequenas.
Parece complicado? Livrar-se de uma prateleira é muito pior. Se ela for de madeira e medir menos de 50 centímetros, entra na categoria de incineráveis. Se for maior, deve-se pedir à prefeitura que venha retirá-la. Se o lado mais comprido tiver até um metro, a taxa será de 1.000 ienes (aproximadamente R$ 16). Se for maior, de 1.500 ienes (cerca de R$ 24).
Sim, grande parte das cidades realmente têm manuais de instruções para os novatos, e os estrangeiros são os que mais sofrem. Em Komaki, onde há 11 categorias de lixo --algumas recolhidas só uma vez a cada duas semanas--, o transtorno fica evidente pelo número de idiomas que há no DVD com as explicações sobre cada lixo. São cinco: português, espanhol, inglês e chinês, além de japonês.
"É uma neurose. Eu morava em Hiroshima e, lá, são oito tipos de lixo. Só que alguns são recolhidos a cada duas semanas e, uma vez, não deu para guardar o lixo por uma semana. Eu coloquei na data errada, e os lixeiros não levaram. Todos os vizinhos sabiam que era o meu lixo que tinha ficado lá. Mudei agora para Kawasaki, onde há apenas três tipos de lixo. Estou no paraíso", conta o professor de inglês, Edelson Barbieri Finozzi, 41.
"Eu acho que separar o lixo é só uma questão de hábito. O problema é quando não estou em casa em dias de coleta de lixo incinerável, que contém restos de comida. Se perco o dia, fico com o lixo guardado dentro de casa por uma semana. Por isso, sempre penso na escala da coleta de lixo antes de marcar uma viagem", conta a engenheira de alimentos Fernanda Ushikubo, 27, que estuda no Japão.

Cultura da reciclagem
Para a engenheira ambiental Ana Paula Gomes Ferreira, 33, que vive em Okinawa há três anos e elabora uma tese de mestrado sobre utilização de energias renováveis, o sistema de coleta de lixo do Japão funciona por causa da "cultura de reciclagem" que foi criada durante anos. "Os japoneses aprendem a separar o lixo desde pequenos."
Ela afirma que a reciclagem minuciosa é necessária porque, no Japão, "falta espaço para tudo". Com o detalhamento dos materiais recicláveis, o Japão, que importa quase toda sua matéria-prima, pode reutilizá-la em vez de importá-la novamente, em sua totalidade. Outra vantagem é a potencialização da incineração. "Com a incineração, o volume de lixo gerado diminui, e os poucos aterros sanitários existentes duram muito mais."
Segundo um relatório divulgado pelo Ministério do Meio-Ambiente do Japão, em 2005, cerca de 80% das 53 milhões de toneladas de lixo doméstico geradas foram incineradas.
Para os preguiçosos, o Japão aponta uma saída: pagar. "Uma amiga mora em um prédio onde a maioria decidiu não separar o lixo. Desta forma, cada condômino paga 2.000 ienes [uns R$ 32] por mês para uma empresa que faz a separação", conta Ferreira.

Projeto Recicla Quarteirão em Campos do Jordão

Entre setembro de 2007 até fevereiro de 2008, desenvolvi um projeto piloto no município de Campos do Jordão para reciclagem de resíduos no centro comercial da cidade - Vila Abernéssia.
Morando na cidade há cerca de 3 anos, verifiquei o descaso com o meio ambiente na cidade, ironia esta, pois a cidade é considerada uma APA (Área de Proteção Ambiental) e APP (Área de Proteção Permanente), além de se tratar de um Pólo Turistíco, onde os turistas se encantam com a riqueza ambiental e a biodiversidade existente na região, além de um clima extremanente puro.
O Projeto Recicla Quarteirão ocorreu por iniciativa própria, e com o auxílio de Ilan Goldstein (meu marido) para tentar sensibilizar a população local e as autoridades da cidade sobre a importância da reciclagem no município. Na época havia uma empresa privada que gerenciava os resíduos da cidade, e era responsável pela coleta de recicláveis em todo o município, porém tratava-se apenas de muita teoria e pouca, ou quase nenhuma prática. 
Inicialmente fui de loja em loja me apresentar e questionar se as empresas reciclavam o seu lixo, e para minha surpresa a maioria se demonstrou interessada, mas discrente devido ao não comprometimento da Prefeitura/Empresa Privada em estar coletando os resíduos conforme os dias pré estabelecidos. 
Com estas informações em mãos e inúmeras tentativas e cobranças a Secretaria de Meio Ambiente da cidade, resolvi fazer o trabalho que é de obrigação pública, e comecei a fazer um trabalho de Educação Ambiental, e orientação na forma adequada de separar e higienizar o lixo para a reciclagem. Após esta fase incial, comecei a coletar diariamente os resíduos recicléveis das empresas que aderiram o projeto, e fazia a segregação (separação) destes materiais em um galpão em casa no período da noite, até encaminhá-los a central de resíduos recicláveis no município.
Durante os 6 meses que ocorreu o projeto, não houve auxílio e nem apoio por parte de empresas públicas e/ou privadas, apenas empenho meu e do Ilan.
Quando finalizamos o projeto, chegamos a seguinte marca:
  •  27 empresas colaboraram com o projeto, reciclando seus resíduos;
  •  1.294 Kg de resíduos recicláveis, onde: 32 kg embalagens tetra pak, 213 kg papel, 807 kg papelão, 118 kg plástico, 481 kg metal e 43 kg de vidro.
O projeto se encerrou devido a dificuldade em gerenciar minha atividade profissional com o tempo destinado a executar este trabalho. Porém, foi extremanente enriquecedor as partes envolvidas, além de evitar que estes resíduos fossem destinados inadequadamente.

Para ajudar o planeta basta pouco, reciclando o seu lixo já é uma grande ajuda.



     

quarta-feira, 10 de março de 2010

CAMPOS DO JORDÃO – ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO LIXO?

No dia 26 de junho de 1984 o município de Campos do Jordão, foi declarado como Área de Proteção Ambiental (APA) conforme Lei nº 4.105. A APA de Campos do Jordão está localizada na Serra da Mantiqueira - uma área extremamente rica devido a sua grande biodiversidade – fazendo parte de um conjunto de áreas protegidas pelo Estado e pelo Governo Federal para garantir a proteção de importantes ecossistemas da Mata Atlântica e os recursos hídricos.
A APA de Campos do Jordão trata-se de uma região caracterizada por uma vasta cobertura vegetal de transição entre a Mata de Araucárias e a Mata Atlântica. A primeira é um tipo de vegetação que é encontrado na Região Sul e nos pontos de relevo mais elevado na Região Sudeste, esta vegetação se desenvolve em regiões que apresentam invernos rigorosos e verões quentes com índices pluviométricos relativamente elevados e bem distribuídos durante todo o ano. Essa cobertura vegetal foi muito abundante no passado, atualmente no Brasil restaram pouquíssimas áreas preservadas e o município de Campos do Jordão é uma área privilegiada por possuir muitos hectares desta vegetação. Já o segundo tipo de mata é considerado o bioma mais devastado, chegando hoje a apenas 7% de sua área original, este tipo de vegetação já chegou a ocupar 15% de todo o território nacional. Apesar da intensa devastação, ainda abriga uma grande quantidade de espécies da fauna e da flora possuindo mais de 6 mil exemplares de plantas endêmicas, 160 espécies de mamíferos e 253 de anfíbios identificados e catalogados. Muitos dos animais ameaçados de extinção no país pertencem a esse ecossistema que vem sofrendo exploração desde a época colonial.
Campos do Jordão por ter um clima diferenciado, e por possuir o título de “Jardim do Brasil” precisa também ser referência na questão do LIXO. Em média cada pessoa descarta de 1 a 2 Kg de lixo por dia, e um número muito pequeno destes resíduos é reciclado. Mas antes de pensarmos em reciclar é interessante entendermos e fazermos o exercício dos 3 R´s: Reduzir e repensar – se o produto que estamos adquirindo ou se o excesso de embalagens são realmente necessários?; Reutilizar – antes de encaminharmos os resíduos para a coleta seletiva, e consequentemente ser reciclado, podemos aumentar a vida útil daqueles resíduos para outras finalidades, exemplo construção de cadeiras com pneus, revistas em enfeites, garrafas pets em brinquedos, entre tantos outros, e finalmente, Reciclar – utilizar o resíduo como matéria-prima, incorporando ou não no processo produtivo. Quando fazemos isso trazemos muitos benefícios não somente a natureza, mas para a sociedade e economia. Além de que, quando encaminhamos nosso lixo para o local adequado evitamos contaminar a fonte mais importante para nossa sobrevivência: a ÁGUA, recurso tão rico em Campos do Jordão e que infelizmente não é respeitado. Parece até uma controvérsia uma APA esquecer de coisas tão importantes. Para Campos do Jordão e toda a Serra da Mantiqueira continuar a ser um lugar tão privilegiado e uma APA precisamos pensar na natureza como um todo, e cuidar de uma parte de você, seu lixo. Pense seu lixo é mais limpo que o meu, então cuide dele!