segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Prefeitura do Rio ainda enfrenta dificuldades para manter cidade limpa

O Rio de Janeiro continua sujo. Mesmo depois do prefeito Eduardo Paes chamar quem joga lixo nas ruas e praias de porco a cidade continua com um volume excessivo de sujeira em áreas públicas. O G1 percorreu trechos da orla da Zona Sul e ruas de bairros da região e encontrou garrafas plásticas jogadas na areia, papel arremessado de carros e prédios e até entulhos espalhados pelas calçadas.
É muito difícil coibir esse hábito acintoso de jogar lixo no chão. É uma questão de educação das pessoas. Estamos utilizando todos os recursos, com campanhas, equipamentos e serviços para atender a população. Mas não é uma tarefa fácil”, afirma a presidente da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana), Angela Fonti, ressaltando que o custo da empresa é de R$ 700 milhões. Deste total, R$ 400 milhões são gastos na limpeza de áreas públicas. Ou seja, cerca de 60% em faxina.
“Muitos reclamam que as papeleiras são pequenas, mas elas foram instaladas para que as pessoas joguem coisas de pequena monta, como o papel de bala, copinhos ou embalagem de picolé. O lixo domiciliar deve ser colocado em sacolas para que sejam recolhidas pelos caminhões, que passam, periodicamente, na hora certa”, explica a presidente.
Educação, sem dúvida, conta. Na segunda-feira (11), em plena Praia de Copacabana, na Zona Sul, o pai chamou a atenção da filha de cinco anos, que jogara uma garrafa de água na areia. A pequena, a contragosto, atendeu ao pedido do pai para que jogasse o objeto na lixeira, mas ele recebeu uma resposta malcriada: “Eu não sou gari, não, tá?”
O episódio ocorreu próximo ao local onde o prefeito mandou instalar o chamado lixômetro, para medir a produção de lixo em toda a cidade. Um cartaz informa que “a cada hora, meia tonelada de lixo é abandonada na praia”.
“A gente viaja para outras cidades, para o exterior, e não encontra tanta sujeira como essa do Rio. É um título que o carioca deveria rejeitar, se envergonhar. Jogam lixo nas ruas, deixam o cachorro sujar os espaços públicos. Um horror”, lamenta o arquiteto Julio Brígido, 46 anos, que mora em Ipanema.
Genilson Inácio Rosa, 38, e Julio César Oliveira, 29, também reclamam do lixo jogado de qualquer maneira em áreas públicas. Eles sabem do que falam. Os dois fazem parte de uma cooperativa de catadores e exibem as mãos cheias de cicatrizes provocadas pelos objetos cortantes jogadas nas areais e nas ruas.
“As pessoas deveriam aprender a separar seu lixo. A coleta seletiva é boa para todo mundo. É só ter um pouquinho de paciência e boa vontade”, ensina Genilson.

Números da sujeira do Rio:
- Lixo gerado diariamente: 8.840 toneladas
- Lixo público: 3.254 toneladas/dia
- Lixo domiciliar: 4.287 toneladas/dia
- Geração de lixo per capita: 1 a 1,5 kg/dia. A exceção é o Centro, onde cada indivíduo produz, em média, 3,5 kg/dia

A cidade do Rio é atendida com 122 mil papeleiras, 165 mil contêineres e 500 cestas verdes para recepção de pilhas e baterias.
O quadro da Comlurb é de12.700 garis, sendo que 2.400 garis são responsáveis só por varrer as ruas

Praias
São removidos diariamente de lixo na orla, incluindo os quiosques, em alta temporada, 60 a 70 toneladas. Aos sábados, 100 a 120 toneladas, e domingos, 150 a 180 toneladas.


Fonte: G1

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Re-uso da água

No Brasil, 70% da água é consumida na agricultura, 20% é utilizada pela indústria, se isto já não bastasse, a água descartada, está sempre contaminada, ou com herbicidas, fungicidas, fertilizantes químicos, produtos tóxicos, altamente nocivos para a vida, e são, na grande maioria, absorvidos pela natureza, chegando a contaminar os lençóis freáticos, quando não, são despejados em rios, lagos e córregos, num profundo descaso e desrespeito para com o meio ambiente. Existe no mercado, grande variedade de sistemas de reciclagem de água, tais como: filtragem por leito de junco e areia; sistema de tratamento por arejamento; sistema de desinfecção por ultravioleta; fossa séptica reciclável (largamente utilizada no Japão).


É perfeitamente viável, reutilizar a água proveniente dos chuveiros, pias, banheiras e máquina de lavar roupas e louças, que na sua grande maioria deverá ter um tratamento adequado de desinfecção. Pode-se até reutilizar a água proveniente de bacias sanitárias, quando tratadas na fossa séptica, que separa sólidos de líquido.

A água tratada e reciclada pode ser reutilizada em diversas situações, seja em uso urbano, agrícola, residencial, comercial ou industrial, como: irrigação paisagística e de campos para cultivo; em refrigeração, alimentação de caldeiras ou em processamento industrial; recarga de aqüíferos; combate a incêndios, descarga de vasos sanitários, lavagem de veículos e de ruas; na construção civil, entre outras aplicações. Empreendimentos que adotam o reuso contribuem para reduzir a demanda sobre os mananciais e liberam uma razoável quantidade de água proveniente das fontes de boa qualidade, caracterizando-se como uma ação social e ambientalmente das mais corretas. Grandes exemplos de empresas que já reutilizam a água no Brasil são elas: Serasa, Microservice, Hotel Atlântico Búzios, Facchini e Vale D’Ouro.

Mas existem pequenas atitides que podemos ter em nosso dia-a-dia visando o Re-Uso da água.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Impactos ambientais na Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul

Diariamente cerca de 1 bilhão de litros de esgotos domésticos, praticamente sem tratamento, são despojados nos rios da Bacia Hidrográfica da Paraíba do Sul – 90% dos municípios da bacia não contam com estação de tratamento.
Aos efluentes domésticos, soma-se a carga poluidora derivada de lançamentos industriais, principalmente metais pesados (arsênio, cadmo, chumbo, cobre, zinco e alumínio).
Além da contaminação das águas, há ainda a disposição inadequada do lixo, desmatamento indiscriminado, que provoca erosões, assoreamento dos rios e comprometimento do abastecimento dos lençóis freáticos, além de enchentes.
A extração predatória de areia, o uso abusivo de agrotóxicos nas lavouras e a ocupação urbana desordenada também são graves problemas, que afetam toda a bacia do Rio Paraíba do Sul.