terça-feira, 1 de junho de 2010

Lixo gera riqueza

Ruas alagadas, bueiros entupidos, caos na cidade: cenário comum para os paulistas sempre que fortes chuvas chegam ao Estado. Em dias de sol também é fácil observar lixo nas calçadas, objetos jogados pelas ruas e pessoas que insistem em desrespeitar uma regra muito simples - "lugar de lixo é na lixeira".
A solução para este problema social, no entanto, já é conhecida por todos: conscientização e investimento.
O lixo mal destinado e acumulado no meio ambiente causa a poluição do solo e da água e provoca doenças em inúmeras pessoas em todo o mundo, especialmente em regiões mais carentes. É importante separar o lixo, armazená-lo e dar a ele o destino correto, para evitar prejuízos à natureza e à saúde pública".
O cuidado com o acondicionamento do lixo, com atitudes simples. Se você sabe, por exemplo, que o caminhão não recolhe o lixo no domingo, não adianta deixá-lo na calçada ou então mal acondicionado em uma lixeira. No caso dos condomínios, a preocupação com a capacidade (litragem) de cada coletor é ainda mais evidente, pois esta deve ser calculada de acordo com o número de moradores e média de produção de resíduos de cada um.
Separar o lixo de forma correta também ganha destaque neste contexto. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, cerca de 40% do lixo urbano no Brasil pode ser reciclável e menos de 10% das cidades brasileiras possuem coleta seletiva. Reciclar é uma atitude consciente e necessária. Quando destinamos papel, plástico, metal, vidro aos locais adequados, facilitamos o processo de reciclagem e colaboramos para tornar o nosso planeta mais sustentável.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sacolas problema ou solução? Opte pelas retornáveis

Nos dias de hoje é comum, quase unânime que as pessoas achem a vida que temos hoje ser muito melhor que a do passado. Eu, por muito tempo pensava o mesmo, imaginava como seria a vida sem telefone, celular, televisão, computador, internet, carro, avião, enfim, inúmeras descobertas que mudaram a forma de viver, ganhamos tempo, conquistamos o espaço, aumentou nossa expectativa de vida e lidamos melhor com a distância. Porém, a cada dia vejo que estava enganada; primeiro o relacionamento pessoal era mais aberto, receptivo, sincero; as famílias eram mais unidas, o respeito ao próximo mais exigido e o principal para mim: a relação com o meio ambiente era natural e respeitosa com os seus ciclos.
Nossos país e avós antigamente ao ir ao supermercado, feira, mercado traziam os produtos comprados em carrinhos, sacolas de pano, sacos de papel. Esta era a alternativa que havia para as pessoas na época poder carregar suas compras. Com o avanço tecnológico, o incentivo ao consumo e a busca pela “facilidade” entrou no mercado as sacolas plásticas – aquelas que deveriam ser a solução se transformaram em problema.
Só para termos uma idéia do problema que temos, menos de 1% de todas as sacolas plásticas são recicladas no mundo, as demais são jogadas em lixões, aterros sanitários, rios, lagos, oceanos e sabe se mais aonde. Em média o tempo de decomposição destas sacolas é de 100 a 400 anos e elas jogadas no local errado trazem sujeira, poluição e morte. As sacolas são “arrastadas” para inúmeros lugares e em sua maioria vão para os mares e oceanos, existe registro de sacos plásticos em todos os oceanos em todas as partes do mundo. Eles se degradam com o passar do tempo se decompõe em petro-polímeros menores e mais tóxicos, tendo como consequência à contaminação dos solos e vias pluviais, além de fazer parte da cadeia alimentar de varias espécies, chegando a mais de 200 espécies da fauna marinha que morre devido à ingestão desta “iguaria”.
Mas o que podemos fazer para mudar isso? Algumas redes de supermercados em nosso país têm incentivado o não consumo destas sacolas, oferecendo descontos para aqueles clientes que optam em não as utilizar ou a cobrança do uso das sacolinhas. Mas isto não basta, a mudança tem que vir de nós. Levar nossa própria sacola às compras é um hábito saudável, que podemos adotar com uma pequena mudança na nossa rotina. Reduza. Reutilize. Recicle!!
O uso de sacolas plásticas retornáveis evita desperdício de plástico e o descarte de um lixo que leva até 400 anos para se decompor na natureza. Para termos idéia da economia, se usarmos sacolas retornáveis, chegamos a economizar 6 saquinhos plásticos em uma semana, 24 no mês, 288 por ano e a mais de 22 mil no decorrer da vida. Só a China economiza por ano cerca de 37 milhões de barris de petróleo com a proibição do uso das sacolas. Além da China, temos Bangladesh, Canadá, Irlanda, Ruanda, Quênia, Israel, Canadá, Índia, Tanzânia, África do Sul entre outros.
Ao adquirir esta idéia, você está se propondo a reduzir seu impacto no meio ambiente e colaborando com a preservação do planeta. Não pense que sua ajuda é pequena, é na junção de atitudes como esta entre milhares de pessoas que fazemos a diferença.

Aumenta a geração de lixo dos brasileiros

O povo brasileiro se iguala aos europeus na quantidade de lixo gerado. Este aumento possivelmente ocorreu devido a melhora do poder de compra dos brasileiros, e isto faz com que a população do País produza cada vez mais lixo inorgânico, porém a implantação de programas de coleta seletiva e os níveis de reciclagem não crescem na mesma medida.
Os dados fazem parte do estudo Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2009, com dados obtidos pelo jornal Estado de São Paulo. A média de geração de lixo no Brasil hoje é de 1,152 quilo por habitante ao dia, padrão próximo aos dos países da União Europeia (UE), cuja média é de 1,2 kg ao dia por habitante. Nas grandes capitais, esse volume cresce ainda mais: Brasília é a campeã, com 1,698 kg de resíduos coletados por dia, seguida do Rio, com 1,617 kg/dia, e São Paulo, com 1,259 kg/dia. Além disso, o volume de lixo cresceu 7,7% em 2009 - foram 182 mil toneladas/dia produzidas ante 169 mil toneladas/dia no ano anterior.
O estudo, anual, abrange 364 municípios e foi realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), entidade que reúne as empresas de coleta e destinação de resíduos. "Alcançamos um padrão europeu de geração de resíduos e estamos nos aproximando dos americanos (2,8 kg por habitante/dia). Infelizmente, isso está acontecendo sem alcançarmos o mesmo grau de desenvolvimento desses países", afirma Carlos Roberto da Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe.
De acordo com o levantamento, 56,8% desse lixo vai para aterros sanitários, 23,9% vai para aterros controlados (que não possuem tratamento de chorume) e 19,3% termina em lixões. Os aterros das grandes cidades, no entanto, caminham para a saturação.

sábado, 1 de maio de 2010

Coleta Seletiva - E eu com isso?

Humm.... Nada! O Brasil tem 5.562 municípios. Apenas 405 deles garantem ofertar a tal da Coleta Seletiva. Não cobre 8% do país. E pior: é raro o município cuja cobertura chega a 100%. Mas esse não é o ponto mais importante dessa conversa. O fato de você não ter nada a ver com coleta seletiva não é porque ela é ainda incipiente no País. Eu digo pra você que isso nem chega a ser um problema.
O problema é que nós cidadãos devemos ter uma preocupação primeira, chamada S-E-P-A-R-A-Ç-Ã-O Seletiva.
Coleta Seletiva é um problema da Prefeitura da sua cidade. E você votou em alguém para se preocupar com isso no seu lugar. Nas cidades onde existe a Coleta Seletiva – cuja implantação é uma obrigação constitucional do município – os índices de coleta são muito, mas muito baixos. Em 98% dos municípios não chega a 5% do lixo gerado.
Por quê? Elementar, meu caro blogonauta: se nós não falarmos em separação seletiva, quando passaremos a praticá-la? Agora, se você já separa o lixo, parabéns por seus instintos de coletividade, mas, no momento, deixe-os de lado e racionalize comigo: se eu não separar meus resíduos, como o município poderá coletá-lo?
Certa vez, ouvi de uma pessoa: - Eu separava o lixo. Mas aí, antes do caminhão da prefeitura retirá-lo, passava um catador, rasgava todo o saco a procura de coisas de valor ($$$) e largava tudo lá, na rua, na maior sujeira. A outra me disse: - Separar pra quê? Ninguém coleta. E ainda ouvi essa: - Ah! Isso dá um trabalho, eu não tenho tempo!
Não ter tempo é uma boa desculpa para quem ainda acha que não tem relação nenhuma com seus semelhantes e nem com o meio em que vive. Triste... Mas, para a primeira e para a segunda colega, dei o seguinte conselho: - Faça o seguinte: Sua parte é separar. Então separe, armazene e vasculhe a cidade em busca de um lugar em que reaproveitam esse resíduo e passe a levá-lo lá. Converse com suas vizinhas e estabeleça um rodízio para não ter que ir toda semana. Depois, você fala para o Prefeito de sua cidade o que você e suas vizinhas andam fazendo a esse respeito.
É certo que você vai ter um pouco mais de trabalho, até porque, como disse, se separação é problema seu, coleta é problema do Prefeito. Mas, o resultado disso é, no mínimo, interessante: ou Prefeito vai se movimentar para ofertar melhor (ou implantar) a coleta seletiva; ou você, certamente, vai se lembrar dele na próxima eleição!
A gente exerce a cidadania com deveres. E separar os resíduos é, sem dúvida, um deles. Então, pessoal, o que nós temos a ver com coleta seletiva? Nada. E o que temos a ver com Separação Seletiva? Tudo!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Carvão feito de lixo é realidade na Europa

Desde julho de 1997, já está em funcionamento, na Alemanha, uma usina que processa 140.000 toneladas de lixo por ano e produz, concomitantemente, combustível, a partir da biomassa.
Trata-se da Tecnologia de Reprocessamento de Combustível que, além da Alemanha e Itália (Veneza), já em pleno funcionamento, tem outras usinas sendo construídas também na Bélgica e na própria Alemanha, que deverão estar operando a partir de 2005.
Não tenho dúvidas em afirmar que, conforme estas usinas sejam instaladas pelo Mundo, aos poucos vamos nos livrar dos terríveis "lixões", graves focos de proliferação de doenças que chegam até a atrapalhar o turismo, por incrível que pareça. Em Israel, por exemplo, há poucos anos, um amigo de lá brincou comigo quando passávamos em frente a uma verdadeira montanha de lixo – que eles chamam de algo parecido com o "Monte da Vergonha" - fechando as janelas do carro, por causa do cheiro, e mostrando-me a bela paisagem do outro lado da estrada, tentando me despistar.
E é assim por todo o planeta, inclusive no Brasil, com algumas exceções.
Por aqui, poucos governos têm mostrado firme preocupação em realmente evoluir nesta área. Em recente declaração a Ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, afirmou que dará prioridade ao problema este ano. Mas como lixo é diretamente um problema municipal, cabe às prefeituras buscarem as soluções. E como quase todas estão sem capacidade financeira e muitas sem capacidade administrativa e gerencial, com muitos prefeitos sem possibilidades de montarem equipes eficientes, o problema só tende a se agravar.
O governo mineiro é dos poucos que tenta avançar na questão, dando prazo até 30 de julho deste ano para que centenas de prefeituras se enquadrem nas diretrizes básicas estabelecidas pelo Conselho Estadual de Política Ambiental para gerenciamento dos seus "lixões".
Bem que se poderia começar a pensar grande no Brasil e, ao invés de paliativos, partirmos logo para a implantação de tecnologias que acabem com depósitos de lixo a céu aberto e passem a gerar energia limpa, como nesse processo bem testado e em funcionamento.
Nesse conceito, lixo não é mais lixo, mas matéria-prima que será convertida em combustível "verde" após seu processamento em quatro etapas.
Primeiro o lixo é secado, por processo biológico, depois devidamente separado, recebe alguns aditivos e finalmente é prensado.
No processamento biológico de secagem, o que não pode ficar é removido e o remanescente fica quase totalmente isento de umidade. Depois o lixo é colocado em recipientes específicos. Todos os materiais inertes (pedra, vidro, areia, ferro, metais não-ferrosos e baterias) são separados para futuro reprocessamento ou reciclagem. O lixo separado e seco é, então, reduzido a pó. O pó é misturado com produtos da biomassa e com aditivos específicos, dependendo da sua utilização final. A massa combustível é prensada em paletas de tamanhos diferentes, também dependendo do uso final.
Hoje em dia, com as possibilidades inclusive de comercialização dos chamados "créditos de carbono", pode-se pensar em projetos desta espécie que juntem na negociação, por exemplo, uma empresa nacional, uma ou mais prefeituras, uma empresa internacional detentora da tecnologia e um governo estrangeiro que se interesse pelos "créditos de carbono". Os governos da Europa Ocidental, através de esforços para a implantação de tecnologias como esta, mostram que querem cumprir os prazos para se adequarem ao Protocolo de Kioto, que estabelece prazos e objetivos claros na busca de melhoria da qualidade ambiental, e devem ser procurados.
Mas com as condições favoráveis que já temos no Brasil, certamente há empresas estrangeiras prontas a estudarem propostas para aqui investirem nesta área, administrando o lixo de cidades em troca de poderem processá-lo.
Além de todas as vantagens já citadas, esta tecnologia traria outras, super-significativas, não só para Minas Gerais mas para todas as regiões do Brasil onde se planta eucalipto - e sabemos a que custo ambiental – para produção do carvão que é utilizado na mineração.
As consequências sociais, pessoais, financeiras e patrimoniais para todos os que tratam mal os ambientes estão se agravando de forma firme e acelerada. E já não se admite facilmente a irresponsabilidade social.

Fonte: Jornal Estado de Minas

terça-feira, 27 de abril de 2010

Arte em lixo - exposição Chris Jordan

Olhe de longe. Agora olhe de perto. Com esse jogo de cena, o fotógrafo americano Chris Jordan aproveita para chamar a atenção para os milhões de objetos que se acumulam no planeta, bem distante do alcance dos seus olhos
Até parece uma pintura. Mas é só chegar perto da imagem para ver que ela é inteiramente feita de latinhas. Ao todo, foram fotografadas 106 mil latas de alumínio, a mesma quantidade que é jogada no lixo nos EUA a cada 30 segundos. Obra de arte do fotógrafo americano Chris Jordan, autor deste ensaio sobre o desperdício na sociedade de consumo americana.

sábado, 24 de abril de 2010

Justiça manda prefeitura universalizar coleta seletiva de lixo na cidade de São Paulo

A prefeitura de São Paulo tem o prazo de um ano para universalizar a coleta seletiva de lixo no município, segundo determinação do juiz Luiz Fernando de Barros Vidal, da 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital. A decisão é resultado de uma ação movida pela Defensoria Pública motivada pelas organizações da sociedade civil.
Entre as entidades está o Instituto Gea, uma organização da sociedade civil de interesse público. Segundo a coordenadora de projetos do instituto, Araci Musolino, o envolvimento do Poder Público é fundamental para a implementação de um programa de reciclagem de lixo na cidade. “ O programa de reciclagem não vai conseguir se universalizar se não fizer parte de uma política pública”, defendeu.
Segundo a prefeitura, a capital paulista coletou, por meio do programa de coleta seletiva, cerca de 103 toneladas por dia em 2009, 7% do resíduos passíveis de reciclagem. A quantidade é considerada pequena por Araci Musolino, que citou a cidade de Londrina (PR), onde são aproveitados 25% dos materiais que podem ser reciclados.
O sucesso do projeto da cidade paraense está, segundo ela, na gestão descentralizada, integrada e em parceria com as cooperativas de catadores. “A questão toda é o modelo que foi implantado. As cooperativas assumem as regiões da cidade. E a prefeitura dá a infraestrutura para fazer a conscientização da comunidade”.
Musolino ressalta que devido as particularidades da capital paulista, não se pode simplesmente copiar um modelo adotado em outro lugar, mas é possível aproveitar as ideias e as diretrizes para construir um programa amplo e específico o município de São Paulo.

Fonte: Daniel Mello/ Agência Brasil